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Integração lavoura pecuária: consórcio milho e braquiária

POR Roberta Marchioti, 20 JAN, 2021
20 JAN

O consórcio milho e braquiária é uma tecnologia onde se cultivam as duas espécies juntas, com o objetivo de produzir grãos e palha de milho e palha ou pasto para o gado. Tem inegável beneficio para sustentabilidade da produção, principalmente considerando a imprevisibilidade climática.

Essa integração pode ser feita visando dois objetivos principais além da produção de grãos: a produção de grande quantidade de palhada para o plantio direto ou o estabelecimento de uma pastagem de qualidade para o gado.

 

A cultura do milho por si só não gera grandes quantidades de palhada após a colheita e acaba deixando o solo parcialmente desprotegido e isso favorece a erosão superficial, germinação das sementes de ervas daninhas e alta evaporação da umidade do solo. Por isso, a presença da braquiária junto a lavoura de milho traz benefícios, pois após a colheita do milho ela recebe mais luz e tem grande desenvolvimento, gerando muita palha depois da dessecação. Essa cobertura morta segura o surgimento das ervas daninhas, diminuindo a mato competição. Ela mantém também o solo mais fresco e úmido, favorecendo um maior desenvolvimento de raízes.

 

O segundo objetivo é o plantio da braquiária com intenção de formar pastagem para o gado e quando feito em consórcio com o milho obtêm-se uma economia principalmente com maquinário e combustível, pois após a colheita o pasto já está em pleno desenvolvimento ou já pronto para soltar o gado, não sendo necessário revolvê-lo novamente e fazer o plantio. Isso economiza também muito tempo para o produtor que pode ter mais lucro na sua atividade pecuária.

 

Em ambos os objetivos, a semeadura da braquiária pode ser feita antes, durante ou depois da semeadura do milho. Quando realizada antes ela pode causar grande percas na produção de milho, se não for suprimida com o uso de herbicidas, pois compete diretamente por nutrientes e espaço. Pode ser realizada junto com a semeadura do milho, em área total ou linhas intercalares com o milho, como por exemplo 1 linha de milho e 1 linha de braquiária ou 2 linhas de milho e 1 linha de braquiária. Desse modo diminui custos com a operação de semeadura.

Outro modo muito usado é a semeadura da braquiária cerca de 14 dias após a do milho, assim o milho tem um desenvolvimento garantido e depois sombreia o capim que terá seu desenvolvimento atrasado, não causando nenhuma interferência na produção do milho. Depois da colheita do milho, ela volta a se desenvolver rapidamente.

 

Para adubação devemos considerar que apesar de serem plantadas juntas, serão duas culturas diferentes e com exigências nutricionais diferentes. A adubação do milho não deve ser ignorada de modo algum, sendo feita calagem normalmente e também a adubação na linha de plantio.

 No caso da braquiária semeada em linha intercalar ao milho, ela pode ser feita na linha de plantio também.

Se o objetivo é o pastejo, é importante considerar a aplicação de Fósforo (P) em área total após a calagem, principalmente se for realizado semeadura do capim em área total e não em linha intercalar. Pois o fósforo é praticamente imóvel no solo e será muito melhor aproveitado pela braquiária quando realizado dessa maneira.

 

Há casos em que essa adubação pode ser dispensada gerando muita economia para o bolso do produtor. Por isso, faça uma análise do solo antes do plantio para calcular as reais necessidades da área para se ter uma ótima produção do milho e da braquiária, gastando menos possível e chegar a um ponto de equilíbrio.

 

Conte com o Laboratório de Análises Agronômicas e com todo o corpo técnico da Camda pra lhe ajudar a planejar a produção.

 

Cuide do solo, ele é o bem mais precioso. Faça análise de solo regularmente.