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Atualizado em 21-06-2018

Rendimento de carcaça em bovinos, variáveis e negociações

A briga entre produtores e frigoríficos é antiga e ainda está muito longe de acabar; divergências ocorridas entre o peso da carcaça em relação ao peso avaliado pelo produtor, provocam muitas discussões. Entretanto sabermos as variáveis que influenciam o rendimento da carcaça, possibilitam aos pecuaristas ajustarem seus processos e evoluir para um melhor desempenho na hora do abate.
O modelo de negociação com os frigoríficos no peso vivo é uma forma de garantir o pagamento a vista e que seja feito antes do abate, evitando problemas de calote e com a carcaça com relação a condenação e/ou baixo rendimento. Entretanto quando o rendimento de carcaça é tabelado, o produtor pode deixar de ganhar algumas arrobas, principalmente quando os animais são bem nutridos, possuem boa genética e um bom manejo que proporcionem o rendimento acima do tabelado. Este varia entre negociações e de acordo com os procedimentos de cada frigorífico, mas de modo geral paga-se 50% de rendimento para novilhas e vacas, 52% para machos castrados e 53% para machos inteiros acima de 510 kg de peso vivo.
Simplificando, a carcaça é composta pelo animal abatido, sem cabeça, cauda, mocotós e couro. O rendimento é a relação entre o peso da carcaça e o peso do animal a ser abatido (vivo) expresso em porcentagem. Alguns fatores estão diretamente relacionados com o rendimento de carcaça como a alimentação, raça, peso vivo no momento do abate, idade, categoria, tempo de jejum e manejo de transporte.
 
Transporte: Tanto no transporte como o manejo nas fazendas podem ocasionar traumas nos animais que geram hematomas, que serão extraídos, durante a “toalete” na linha de abate. Isto prejudica a qualidade e o rendimento da carcaça.
 
Jejum: O tempo de jejum antes da pesagem do animal vivo interfere diretamente no rendimento de carcaça, ou seja, quanto maior o tempo de jejum, maior será o rendimento. Porém essa variação ocorre principalmente devido ao maior ou menor peso do animal vivo (menor peso do animal vivo devido ao esvaziamento do trato gastrointestinal).
Jejuns hídricos maiores que 24 horas e de dietas sólidas maiores 48 horas, podem ser prejudiciais para o peso da carcaça.
 
Categoria: Dentre as categorias dos bovinos para abate, podemos classificar em machos inteiros, machos castrados, novilhas e vacas. Sendo que os maiores índices de rendimento de carcaça são obtidos nos machos inteiros, seguidos dos castrados, novilhas e vacas.
 
Idade: Conforme a idade do animal aumenta, o rendimento da carcaça também aumenta. Após atingir a idade adulta o aumento no rendimento é menor, e a partir daí estará mais associado a quantidade de gordura depositada.
 
Peso vivo: O peso vivo ao abate está diretamente relacionado ao rendimento de carcaça, quanto mais pesados os animais, maior a deposição de gordura, o que aumenta esta variável. O menor rendimento de carcaça em animais mais leves, deve-se ao maior peso relativo do couro, pés e cabeça.
O maior peso vivo dos animais também é vantajoso para a indústria frigorífica, no sentido que a mão de obra e o tempo de processamento são praticamente os mesmos, e o custo/kg é menor em relação a animais mais leves.
 
Raça: Raças de bovinos tradicionais para corte apresentam rendimento de carcaça maior que raças leiteiras, podendo chegar em 7% a diferença entre eles.
Raças de origem britânica (Aberdeen Angus, Hereford, Devon e Shorton) apresentam uma deposição de gordura mais intensa, apresentando rendimento de carcaça superior às raças de origem continental (Charolês, Limousin, Simental e Blonde D'aquitaine).
 
Alimentação: Quanto maior a quantidade de concentrados na dieta, maior será o rendimento da carcaça. Bovinos recebendo alto teor de volumosos apresentam uma grande quantidade de conteúdo gastrointestinal, diminuindo o rendimento de carcaça.
Animais consumindo proteinados de ingestão de 0,2% do peso vivo terá rendimento melhor que lotes de somente suplemento mineral. No caso de sistemas de semiconfinamento cuja a ingestão de concentrado se aproxima de 0,5% do peso vivo, o rendimento será maior que dos proteinados, porém menor que nos sistemas de confinamento. Abaixo temos um quadro mostrando as expectativas de rendimento de carcaça da raça Nelore sem jejum, estando separados por categoria animal e consumo tipo de arraçoamento.

 

CATEGORIA

ARRAÇOAMENTO

RENDIMENTO DE CARCAÇA

NOVILHAS

SUPLEMENTO MINERAL

50,50%

0,2% PESO VIVO

51,00%

0,5% PESO VIVO

51,50%

CONFINAMENTO

52,50%

MACHO CASTRADO

SUPLEMENTO MINERAL

52,00%

0,2% PESO VIVO

52,50%

0,5% PESO VIVO

53,50%

CONFINAMENTO

54,30%

MACHO INTEIRO

SUPLEMENTO MINERAL

53,00%

0,2% PESO VIVO

53,50%

0,5% PESO VIVO

54,00%

CONFINAMENTO

55,30%


 
O objetivo deste material é mais comparativo que quantitativo, saber onde melhorar e o que realmente interfere no rendimento de carcaça, para que sejam analisadas as variáveis em busca de melhores resultados no momento final do processo de engorda.
 


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