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Atualizado em 10-05-2018

Relação de troca do @ boi gordo x milho e a carne suína

O parâmetro de comparação entre os valores dos alimentos e da carne vendida é comum nas criações de animais para o abate. Isto acontece devido ao custo das rações envolverem boa parte dos custos totais de produção, principalmente quando falamos de sistemas de confinamento. Se desconsiderarmos o custo de aquisição dos animais, a dieta total de um confinamento pode representar de 70 a 80% dos custos da arroba engordada. O milho, normalmente é o principal componente das rações, portanto entendemos que se ele subir, o custo da carne produzida também sobe, e se o preço da arroba não aumentar na mesma proporção, podemos perder margem de lucro ou até mesmo entrar no vermelho.
Tomando como referência o mês de abril, o preço da arroba no Cepea estava R$ 144,40/@ e o milho R$ 41,00/sc, ou seja, uma relação de 3,52 sacos de milho para uma arroba. Ao compararmos com abril do ano passado onde a arroba estava R$ 136,80/@ e o milho R$ 28,32/sc, a relação estava em 4,83 sacos de milho para uma arroba. Com esta análise observamos que, mesmo que a arroba estivesse mais barata em 2017, o confinamento era mais atrativo devido ao custo do milho estar proporcionalmente ainda mais barato.
Existe uma análise comparativa de substitutos: no caso da carne bovina, temos a carne suína como exemplo. E esta, é muito mais dependente do milho em sua formação de custos que a carne bovina, pois suínos não tem alternativa de pastagem, tem que se alimentar de ração. Hoje no Cepea a carne suína se encontra em R$ 2,95/kg e no ano passado no mesmo período estava R$ 3,96/kg, a relação de troca foi de 7,15 kg de carne suína para comprar um saco de milho em 2017, para 13,9 kg em abril de 2018.
Ao considerar o milho como em média 65% do custo das rações para suínos, e a um custo de R$ 0,68/kg de milho (R$ 41,00 saco de 60 kg), a ração custaria R$ 1,05/kg e para produzir 1 kg de carne suína, precisa-se em média de 3,0 kg de ração, o que daria um custo alimentar de R$ 3,15/ kg de carne suína produzida. Se o custo somente da alimentação da produção da carne suína ficou em R$ 3,15/kg e o mercado está pagando R$ 2,95/kg, logo entendemos que a conta não fecha e, portanto boa parte dos suinocultores está trabalhando no vermelho. Alguns não estariam no prejuízo devido a estoques de matérias primas produzidos no início do ano.
O mesmo vale para a carne de frango, que se encontra em situação semelhante à de suínos. Sabendo que a conta não está fechando para suínos e aves, entendemos que o cenário deve mudar ou muitos sairão do ramo; a primeira opção seria o milho abaixar ou o valor das carnes subirem. Partindo que o milho caia, o que é previsto no mercado futuro, a relação da @ boi gordo com o milho melhora aumentando o lucro dos confinadores. Porém se o milho não abaixar e a carne de suíno e aves subir, existe o efeito substituto entre as carnes e, portanto aumentará a demanda de carne bovina, fazendo com que ela também suba de valor e melhore os lucros dos confinadores.
Analisar o cenário do mercado como um todo é muito complexo, pois temos o clima, as exportações, o dólar, os estoques em armazéns, escalas de abate em frigoríficos, descarte de fêmeas, entre outros. Existem situações onde a margem está curta, ou que ainda restam artifícios para que a conta feche, entretanto em algum momento as alternativas se esgotam e o mercado muda. Portanto ao observarmos que o mercado de suínos e aves está com dificuldades, chegando a diminuir seus plantéis para poder reduzir os prejuízos, entendemos que o mercado deve mudar.
Aos confinadores, o mercado futuro sinaliza queda no milho e aumento na @ de boi gordo e, portanto os índices de relação de milho x boi gordo devem melhorar. Isto não seria o suficiente para afirmar que o confinamento dará ou não um resultado positivo. Cada um tem seus custos e seus desempenhos dos animais de forma diferente e devem ser analisados com critério nos seus indicadores para que a estratégia seja viável. (crédito foto: Infoescola)
 
Vinicius Elias Saraceni
Zootecnista – Gerente Operacional de Produção
Fábrica de Lavínia
 


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